quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Matemática da Vida


Em nossa vida, como na matemática, devemos:
- Somar alegrias;
- Diminuir tristezas;
- Multiplicar felicidade;
- E dividir amor.
Nestas dimensões, certamente todos gostamos da matemática.
Somar alegrias
Quem vive sozinho, longe dos outros, sem compartilhar alegrias, sem permutar experiências, diminui sua própria alegria e não alcança a felicidade. Ficamos, às vezes, penalizados, vendo tanta gente que ainda não fez esta descoberta. Pessoas que se fecham sobre si mesmas, por medo ou egoísmo, palmilham caminhos errados. Quem teme perder sua alegria, repartindo-a com os outros, ainda não aprendeu a psicologia humana.
Diminuir tristezas
A vida tem dessas compensações gratificantes. Quando conseguimos minorar a tristeza, nós é que saímos lucrando. Uma das mais profundas satisfações reservada a um coração humano é restituir o entusiasmo, a coragem e o otimismo aos irmãos da caminhada.
Multiplicar felicidade
Na família, no trabalho, na comunidade, em qualquer lugar onde plantamos felicidade, nós a multiplicamos. Felicidade partilhada é felicidade pessoal multiplicada.
Dividir o amor
Em matemática, quando dividimos um número pelo outro, o resultado final é sempre menor. Nas dimensões do amor humano, acontece exatamente o contrário. Dividir o amor com os outros é multiplicá-lo, é aumentá-lo. Todo aquele que divide seu amor com alguém, descobre em seguida ter multiplicado seu amor.
Somar alegrias, diminuir tristezas, multiplicar felicidade, dividir o amor: é o mais lindo programa de vida que podemos abraçar.
O ser humano é comunicativo por natureza. Não aguenta viver sozinho. O individualismo é o caminho mais certo da infelicidade, para a solidão. Somar alegrias, diminuir tristezas, multiplicar felicidade e dividir amor é a rota mais segura da Alegria de Viver. São estes os misteriosos caminhos da vida.

terça-feira, 8 de novembro de 2011

SILENCIE A VOZ QUE TENTA DERRUBAR VOCÊ


Há muitas razões para você ter medo de tentar, muitas razões para falhar, muitas razões para desistir, muitas razões para voltar à sua concha e esperar a vida se esgotar. Aos poucos. Jogando fora um dia de cada vez.
Sim. Há muitas razões para acreditar naquela voz dentro da sua cabeça que tenta anular você, corromper seu potencial e convencê-lo de que é um desperdício tentar dar o próximo passo. Essa voz diz: 'Para que escrever a própria história? Assista tevê, e viva a história de outros, coma mais e não se exercite, para destruir sua principal máquina de mudar seu mundo; esqueça o amor, anule-se'. Essas são as mensagens que tentam derrubar você.
Há muitas razões para desistir. Todas, absolutamente todas, falsas. Os limites estão em você, não em regras criadas por outros. Nossa sociedade é dominada pela absurda 'lei das médias'. Se a maioria não consegue, tentam fazer com que você acredite que jamais conseguirá. Aleijadinho não acreditava na voz interior que dizia, com toda a lógica do mundo, que 'Aleijados não podem ser escultores'. Era lógico, mas era falso. Santos Dumont não acreditou nos compatriotas que insistiam em dizer 'Que o homem não poderia voar com um veículo mais pesado que o ar'. Era lógico, mas era falso. Há muitas coisas nas quais você acredita, com lógica, mas que são absolutamente falsas.
É fácil inventar uma razão, um motivo aparentemente lógico, para qualquer coisa. Mas sua vida pode ser muito mais do que um amontoado de desculpas lógicas. Sua vida é muito mais do que qualquer razão para desistir de um sonho. Sua vida é muito mais do que seu passado ruim, suas experiências de dor e seus medos ancestrais. Sua vida é tudo o que ainda virá. Não importam os limites do seu passado, eles não existem mais. Seu futuro pode ser tudo o que você desejar. Escolha os companheiros de viagem... e vá.
Por isso, toda vez que escutar uma voz dentro de você dizendo 'Você não é um pintor, então pinte sem parar, de todos os modos possíveis, e aquela voz será silenciada', como afirmou Van Gogh, um dos maiores pintores da história. Substitua a palavra 'pintor' por engenheiro, jornalista, arquiteto, policial, mãe, professor, motorista, cantor, ator, escritor, uma pessoa próspera... ou o que você desejar. E acredite nisto: sua mente e seu corpo são obrigados a seguirem as suas decisões, suas ações e suas crenças.
Silencie a voz que tenta derrubar você.

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Amigo é…


Amigo é quem te dá um pedacinho de chão, quando é de terra firme que precisas, ou um pedacinho do céu, se é o sonho que te faz falta.
Amigo é mais que um ombro amigo, é mão estendida, mente aberta, coração pulsante. É aquele que entende teu desejo de voar, de sumir devagar…
É o sol que seca tuas lágrimas, é a polpa que adocica ainda mais o teu sorriso.
Amigo é aquele que te ouve ao telefone, mesmo quando a ligação é caótica, com o mesmo prazer e atenção que teria se estivesse olhando em teus olhos.
Amigo é multimídia. Amigo é quem fala e ouve com o olhar, mesmo distante, em sintonia telepática.
É lua nova, é a estrela mais brilhante, é luz que se renova a cada instante, com múltiplas e inesperadas cores que cabem todas na tua íris.
Amigo é aquele que diz “eu te amo” sem qualquer medo de má interpretação: amigo é quem te ama “e pronto”.
É verdade e razão, sonho e sentimento.
Amigo é para sempre, mesmo que o sempre não exista…

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

A arte de ser feliz


Para ser feliz, aprenda a rir de si mesmo. Isso vai te tornar uma pessoa mais agradável para os que te cercam e vai te ensinar a ver a vida com menos seriedade.
Rir não é só o melhor remédio, é um tratamento completo. Ria, ria sempre.
Aprenda que os outros não são responsáveis pelos seus problemas; eles podem até oferecer um ombro, mas cada qual carrega a sua cruz; porém saiba que quem te oferece um ombro é o tesouro mais precioso que você poderia encontrar.
Aprenda também que você não é responsável pelos problemas alheios. Oferecer a mão, o ombro, o sorriso fará de você um bom samaritano e o melhor dos amigos, mas jamais você poderá viver o que não te pertence. Cada um de nós deve viver e conviver com as conseqüências dos próprios atos.
Aprenda que decepções e mágoas fazem parte do caminho, como ervas daninhas. Ninguém está livre delas e de uma maneira geral chegam quando mais precisamos ver e sentir as flores. Porém quando conseguimos vencê-las o campo fica muito mais bonito de se olhar e sentir.
As rosas não são menos belas por possuírem espinhos. Portanto, não exija de si mesmo e nem dos outros a perfeição. Seja apenas o que você é, seja verdadeiro. Os que te amarem além da sua aparência serão aqueles pelos quais sua vida vai valer a pena.
Seja apenas isso: feliz! Com arte, com cor, com muito bom humor. As coisas simples são normalmente as que pensamos por último, mas geralmente são a base de uma vida equilibrada.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Eu sei, mas não devia


Eu sei que a gente se acostuma. Mas não devia.
A gente se acostuma a morar em apartamentos de fundos e a não ter outra vista que não as janelas ao redor. E, porque não tem vista, logo se acostuma a não olhar para fora. E, porque não olha para fora, logo se acostuma a não abrir de todo as cortinas. E, porque não abre as cortinas, logo se acostuma a acender mais cedo a luz. E, à medida que se acostuma, esquece o sol, esquece o ar, esquece a amplidão.
A gente se acostuma a acordar de manhã sobressaltado porque está na hora. A tomar o café correndo porque está atrasado. A ler o jornal no ônibus porque não pode perder o tempo da viagem. A comer sanduíche porque não dá para almoçar. A sair do trabalho porque já é noite. A cochilar no ônibus porque está cansado. A deitar cedo e dormir pesado sem ter vivido o dia.
A gente se acostuma a esperar o dia inteiro e ouvir no telefone: hoje não posso ir. A sorrir para as pessoas sem receber um sorriso de volta. A ser ignorado quando precisava tanto ser visto.
A gente se acostuma a pagar por tudo o que deseja e o de que necessita. E a lutar para ganhar o dinheiro com que pagar. E a pagar mais do que as coisas valem. E a saber que cada vez pagar mais. E a procurar mais trabalho, para ganhar mais dinheiro, para ter com que pagar nas filas em que se cobra.
A gente se acostuma a andar na rua e ver cartazes. A abrir as revistas e ver anúncios. A ligar a televisão e assistir a comerciais. A ir ao cinema e engolir publicidade. A ser instigado, conduzido, desnorteado, lançado na infindável catarata dos produtos.
A gente se acostuma à poluição. Às salas fechadas de ar condicionado e cheiro de cigarro. À luz artificial de ligeiro tremor. Ao choque que os olhos levam na luz natural. Às bactérias da água potável.
A gente se acostuma a coisas demais, para não sofrer. Em doses pequenas, tentando não perceber, vai afastando uma dor aqui, um ressentimento ali, uma revolta acolá. Se a praia está contaminada, a gente molha só os pés e sua no resto do corpo. Se o cinema está cheio, a gente senta na primeira fila e torce um pouco o pescoço. Se o trabalho está duro, a gente se consola pensando no fim de semana. E se no fim de semana não há muito o que fazer a gente vai dormir cedo e ainda fica satisfeito porque tem sempre sono atrasado.
A gente se acostuma para não se ralar na aspereza, para preservar a pele. Se acostuma para evitar feridas, sangramentos, para poupar o peito. A gente se acostuma para poupar a vida. Que aos poucos se gasta, e que, gasta de tanto acostumar, se perde de si mesma.

Poças de lama


Quando olho dentes-de-leão,
eu vejo ervas daninhas invadindo meu quintal.
Meus filhos vêem flores pra a mãe e
sopram a penugem branca
pensando em um desejo.
Quando olho um velho mendigo que me sorri,
eu vejo uma pessoa suja que
provavelmente quer dinheiro e eu me afasto.
Meus filhos vêem alguém
sorrir para eles e sorriem de volta.
Quando ouço uma música, eu gosto.
Mas não sei cantar, nem tenho ritmo;
então me sento e escuto.
Meus filhos sentem a batida e dançam.
Cantam e, se não sabem a letra,
criam a sua própria.
Quando sinto um forte vento em meu rosto,
me esforço contra ele.
Sinto-o atrapalhando meu cabelo e
empurrando-me para trás enquanto ando.
Meus filhos fecham seus olhos,
abrem os braços e voam com ele,
até que caiam a rir pela terra.
Quando rezo, eu digo tu e vós e
conceda-me isto, dê-me aquilo.
Meus filhos dizem: “Olá, Deus!
Agradeço por meus brinquedos e meus amigos.
Por favor, mantenha longe os maus sonhos hoje à noite.
Eu ainda não quero ir para o céu.
Eu sentiria falta de minha mãe e de meu pai”.
Quando olho uma poça de lama eu dou a volta.
Eu vejo sapatos enlameados e tapetes sujos.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

NEOQEAV – Nunca se Esqueça o Quanto eu Amo Você…


Meus avós já estavam casados há mais de cinqüenta anos e continuavam jogando um jogo que haviam iniciado quando começaram a namorar.
A regra do jogo era que um tinha que escrever a palavra “Neoqeav” num lugar inesperado para o outro encontrar e assim quem a encontrasse deveria escrevê-la em outro lugar e assim sucessivamente.

Eles se revezavam deixando “Neoqeav” escrita por toda a casa, e assim que um a encontrava era sua vez de escondê-la em outro local para o outro achar.

Eles escreviam “Neoqeav” com os dedos no açúcar dentro do açucareiro ou no pote de farinha para que o próximo que fosse cozinhar a achasse. Escreviam na janela embaçada pelo sereno que dava para o pátio onde minha avó nos dava pudim que ela fazia com tanto carinho.

“Neoqeav” era escrita no vapor deixado no espelho depois de um banho quente, onde a palavra iria reaparecer depois do próximo banho.

Uma vez, minha avó até desenrolou um rolo inteiro de papel higiênico para deixar “Neoqeav” na última folha e enrolou tudo de novo.

Não havia limites para onde “Neoqeav” pudesse surgir.

Pedacinhos de papel com “Neoqeav” rabiscado apareciam grudados no volante do carro que eles dividiam.

Os bilhetes eram enfiados dentro dos sapatos e deixados debaixo dos travesseiros.

“Neoqeav” era escrita com os dedos na poeira sobre as prateleiras e nas cinzas da lareira. Esta misteriosa palavra tanto fazia parte da casa de meus avós quanto da mobília. Levou bastante tempo para eu passar a entender e gostar completamente deste jogo que eles jogavam. Meu ceticismo nunca me deixou acreditar em um único e verdadeiro amor, que possa ser realmente puro e duradouro.

Porém, eu nunca duvidei do amor entre meus avós.

Este amor era profundo. Era mais do que um jogo de diversão, era um modo de vida.

Seu relacionamento era baseado em devoção e uma afeição apaixonada, igual as quais nem todo mundo tem a sorte de experimentar. O vovô e a vovó ficavam de mãos dadas sempre que podiam.

Roubavam beijos um do outro sempre que se batiam um contra outro naquela cozinha tão pequena. Eles conseguiam terminar a frase incompleta do outro e todo dia resolviam juntos as palavras cruzadas do jornal. Minha avó cochichava para mim dizendo o quanto meu avô era bonito, como ele havia se tornado um velho bonito e charmoso.

Ela se gabava de dizer que sabia como pegar os namorados mais bonitos.

Antes de cada refeição eles se reverenciavam e davam graças a Deus e bençãos aos presentes por sermos uma família maravilhosa, para continuarmos sempre unidos e com boa sorte.

Mas uma nuvem escura surgiu na vida de meus avós: minha avó tinha câncer de mama. A doença tinha primeiro aparecido dez anos antes.

Como sempre, vovô estava com ela a cada momento.

Ele a confortava no quarto amarelo deles, que ele havia pintado dessa cor para que ela ficasse sempre rodeada da luz do sol, mesmo quando ela não tivesse forças para sair.

O câncer agora estava de novo atacando seu corpo.

Com a ajuda de uma bengala e a mão firme do meu avô, eles iam à igreja toda manhã. E minha avó foi ficando cada vez mais fraca, até que, finalmente, ela não mais podia sair de casa. Por algum tempo, meu avô resolveu ir à igreja sozinho, rezando a Deus para zelar por sua esposa. Então, o que todos nós temíamos aconteceu.

Vovó partiu.

“Neoqeav”foi gravada em amarelo nas fitas cor-de-rosa dos buquês de flores do funeral da vovó.

Quando os amigos começaram a ir embora, minhas tias, tios, primos e outras pessoas da família se juntaram e ficaram ao redor da vovó pela última vez.

Vovô ficou bem junto do caixão da vovó e, num suspiro bem profundo, começou a cantar para ela.

Através de suas lágrimas e pesar, a música surgiu como uma canção de ninar que vinha bem de dentro de seu ser. Me sentindo muito triste, nunca vou me esquecer daquele momento. Porque eu sabia que mesmo sem ainda poder entender completamente a profundeza daquele amor, eu tinha tido o privilégio de testemunhar a beleza sem igual que aquilo representava.

Aposto que a esta altura você deve estar se perguntando:

“Mas o que Neoqeav significa?”





Nunca Esqueça O Quanto Eu Amo Você